Após assimilarmos a notícia de que nossa filha estava para chegar, foi hora de tomar um banho e vestir aquela "belezura"de traje do hospital e se deitar.
Infelizmente, o hospital a qual estava não tinha uma estrutura muito confortável. A sala em que fiquei era gigante, dividida apenas por cortinas, formando os "boxes". Em cada boxe ficava uma gestante.
Fiquei a noite toda lá, ouvindo as mulheres gritando para ganhar bebê, algumas ganhavam e eu ouvia aquele chorinho gostoso dos recém nascidos, porém, outras gritavam e gemiam a noite toda com contrações. Uma cena terrível, que jamais quero passar novamente.
Fiquei a noite toda com algumas contrações esporádicas, mas meu trabalho de parto simplesmente parou. As enfermeiras vinham de vez enquanto ouvir o coração do bebê e me incentivavam a caminhar. Sempre que caminhava, as contrações aumentavam um pouco, mas nada muito significativo.
Quando foi na manhã da segunda -feira a enfermeira pediu para que eu fosse para a bola e para o chuveiro, fiquei lá por bastante tempo, mas no meu caso, essa técnica não funcionou.
Meu esposo me acompanhou o tempo todo e a essa hora já estávamos muito stressados, pelo fato de ficar ouvindo aqueles gritos a noite toda.
Às 14h , o médico decidiu induzir meu parto, colocando oxitocina na veia. Até o momento estava com 7 dedos de dilatação.
O médico que acompanhou a minha gestação não atendia naquele hospital e a maior parte dos partos quem fazia eram as próprias enfermeiras.
Depois que a oxitocina começou a fazer efeito o trabalho de parto se intensificou. Minhas contrações passaram a acontecer de 2 em 2 minutos. A dor é inexplicável. Sinceramente, achei que era exagero das mulheres que ficavam gritando, mas na hora em que o trabalho se intensificou, é impossível não gritar, pois a dor é muito grande!
O problema era que minha bolsa não rompia, e o bebê estava meio alto. A enfermeira pediu para que eu sentasse na bola pra ela descer, mas a dor era tanta que eu não sabia se deitava, se sentava, se ia no banheiro, enfim...
Estava sofrendo de mais, e já estava com a dilatação necessária (10 dedos) porém, minha bolsa não rompia. Isso já era 19h da noite. Pedi várias vezes para que fizessem cesária, mas as enfermeiras diziam que não havia necessidade, que estava tudo bem.
Quando foi próximo às 19:30h meu esposo não suportou mais ver meu sofrimento e foi até as enfermeiras e disse que se elas não fizessem nada, iria me retirar do hospital daquele momento, não importava o que acontecesse.
Dentro de 5 minutos o médico do plantão foi ao meu box e com uma agulha rompeu minha bolsa.
Comecei a fazer força e em 15 minutos nossa princesa nasceu!
Continua....
Meu Parto Normal II
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Quem sou eu
- Priscila dos Santos da Costa
- Tenho 29 anos, sou mamãe da Ellen de 10 meses, secretária , Pedagoga de formação e cristã. Meu objetivo é compartilhar minhas experiências em diferentes áreas com o objetivo de ajudar outras pessoas.
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